Descrição
Sobre o livro
A Carta Chinesa: A grande batalha ideológica que o Brasil não viu chega agora à sua segunda edição, publicada pela Editora Insular. A obra é uma coletânea de textos traduzidos pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo (NEMLM) a partir da versão em espanhol publicada pelas Edições do Povo, Pequim.
O Grande Debate trouxe a tona a intensa batalha ideológica travada no movimento comunista internacional, na qual o Partido Comunista da China se colocou em defesa do marxismo-leninismo e em combate ao revisionismo kruchovista instaurado no Partido Comunista da União Soviética.
Revolução e revisionismo, coexistência pacífica, restauração capitalista e os rumos do movimento comunista internacional estão entre as questões centrais reunidas no volume.
A primeira edição brasileira, editada pela Terra Gráfica em 2003, integrou a coleção Marxismo contra Revisionismo como seu volume nº 2.
O que o volume reúne
- A Carta dos 25 Pontos (Proposição Acerca da Linha Geral do Movimento Comunista Internacional);
- os nove comentários;
- Por que Kruchov caiu?;
- a Carta do Comitê Central do PCUS ao Comitê Central do PCCh e a Carta Aberta do PCUS às organizações do Partido, de 1963.
Ficha técnica
- Organização e tradução: Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo (NEMLM)
- Edição: Editora Insular, 2026
- ISBN: 978-85-524-0618-1
- Páginas: 534
- Formato: 16 x 23 cm
- Peso: 900 g
Trecho
“Gostaria de dizer algumas palavras sobre o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Em minha opinião há duas ‘espadas’: uma é Lenin e a outra é Stalin. Agora, uma dessas espadas, Stalin, foi abandonada pelos russos. Gomulka e algumas pessoas da Hungria lançaram mão dela para apunhalar a União Soviética e opor-se ao chamado stalinismo. Os partidos comunistas de muitos países europeus também criticam a União Soviética, sendo Togliatti o seu chefe. Os imperialistas, por sua vez, fazem uso desta espada para matar as pessoas. Dulles, por exemplo, brandiu-a durante algum tempo. Esta espada não foi aproveitada, foi lançada fora. Nós, os chineses, não a abandonamos. Em primeiro lugar, defendemos Stalin e, em segundo lugar, criticamos os seus erros; é por isso que escrevemos o artigo ‘Sobre a experiência histórica da ditadura do proletariado’. Ao contrário de algumas pessoas que tentaram difamar e destruir Stalin, nós agimos de acordo com a realidade objetiva.
Quanto a outra espada, Lenin, não terá sido, em certa medida, abandonada por alguns dirigentes soviéticos? Em minha opinião, ela foi em grande medida abandonada. A Revolução de Outubro ainda é válida? Ainda pode servir de exemplo para todos os países? O relatório apresentado por Kruchov ao XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética diz que é possível conquistar o Poder pela via parlamentar, ou seja, os países já não precisam aprender com a Revolução de Outubro. Aberta esta porta, o leninismo foi praticamente abandonado.”
Mao Tsetung. Discurso na Segunda Sessão Plenária do Oitavo Comitê Central do Partido Comunista da China, 15 de novembro de 1956.




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